Davi, grande rei, pretendeu construir,
Um templo para louvar ao Senhor.
Contudo, não obteve esse penhor.
Certamente porque Davi muito pecou.
Deus preferiu entregar essa missão
Ao seu filho, o sábio rei Salomão.
Salomão estabeleceu um empreendimento
De verdadeira e grande organização.
Empregou nela um batalhão.
Obreiros assim distribuídos:
No Líbano, muitos lenhadores,
Nos cedros que exalavam odores.
Nas montanhas, verdadeiro exército,
No corte de pedras, os calceteiros.
Salomão exigia dos obreiros,
Acima de tudo qualidade.
Ele primava pela perfeição.
Queria o melhor para a construção!
Para dirigir esse povo,
E organizar essas gentes,
Nomeou mais de três mil dirigentes.
Empreendimento verdadeiramente grande.
Empregava gente em profusão.
Cerca de 180 mil homens na construção.
Esse foi o Primeiro Templo
Construído ao Senhor,
Pelo rei sábio, sim senhor.
Esse templo ficou conhecido
Como Templo de Salomão,
Para louvar a Deus, em oração.
Quatrocentos anos depois,
Surge um rei arrasador,
Rei da Babilônia, Nabucodonosor.
Destruiu e saqueou o templo.
Subjugou o povo e levou-o prisioneiro.
Quarenta e oito anos durou o cativeiro.
Ciro, rei da Pérsia, subjugou a Babilônia.
O povo de Israel foi então repatriado.
Zorobabel foi por Ciro autorizado
A reconstruir o famoso templo.
Mas a reconstrução teve que parar,
O povo não quis colaborar!
Ao trono Dario I foi elevado.
O reinicio da construção autorizou.
Por decreto, o templo terminou,
No terceiro mês de “adar”,
Dezoito anos depois do povo libertado,
Por Dario, no sexto ano de seu reinado.
Conhecido como Segundo Templo,
Templo de Zorobabel é também chamado.
Sem a suntuosidade do saqueado.
Foi construído no mesmo lugar.
Menor na sua dimensão,
Sem a imponência do de Salomão!
O domínio persa terminou.
E o poder passou de mão em mão.
De vários reis, desde Salomão.
Ciro, Dario, Alexandre Magno,
Depois outros forasteiros.
Ptolomeu e Antioco III e IV, guerreiros.
Antioco IV, com a ajuda de Menelao,
Saqueou o Templo e os vasos sagrados profanou.
Matou muita gente e muitos prisioneiros contou,
Esse templo durou 370 anos.
Do Segundo Templo, a desilusão.
O Templo de Zorobabel foi ao chão!
Mas não ficou nisso, não!
O Segundo Templo não foi todo arrasado.
O que permitiu que ele fosse reformado,
Por Herodes Magno, rei da Judéia.
Quarenta e seis anos levou a reforma.
Reis consideraram a reconstrução como norma.
Terceiro Templo ou Templo de Herodes.
É como ficou conhecido.
A última fase do estabelecido,
Do Templo erigido ao Senhor.
Desde o início até o fim desta última fase
Decorreram mil e quinze anos quase!
A Livro da Lei fala de um Quarto Templo
De que Ezequiel teve uma visão.
Templo ideal, espiritual, uma cosmovisão.
A simbologia da sua arquitetura
Representa um Templo sem defeito,
As aspirações do seu povo eleito!
Francisco Mello Siqueira
Fazenda Santa Clara, Maio de 2003
Jacutinga, MG
O vídeo acima reconstrói, com recursos da tecnologia gráfica digital e riqueza de detalhes, o Templo construido pelo Rei Salomão para honra e glória de Deus.
Boa visita ao Templo de Jerusalém!
Palestra realizada na noite do dia 25 de janeiro de 2021, pelo Prof. Kennyo Ismail, referente ao projeto literário de sua nova obra, MAÇONARIA BRASILEIRA: A HISTÓRIA OCULTADA, cujo projeto de financiamento coletivo está disponível no Catarse:
Os dicionários registram que a palavra “fidelidade” é o atributo ou a qualidade de quem ou de que é fiel para significar quem ou o que conserva, mantém ou preserva suas características originais, ou quem ou o que mantém-se fiel à referência. A fidelidade implica confiança e vice-versa, e essa relação de implicação mútua aplica-se quer entre duas pessoas ou mais, quer entre determinado sujeito e objeto sob sua consideração, que, a seu turno, igualmente pode ser abstrato ou concreto.
A palavra “verdade”, na Bíblia, onde é muito citada, tem o sentido de “fidelidade”. Isto é, os adeptos são verdadeiros ou falsos à medida que são fiéis ou infiéis. A Bíblia está ensinando que somente o espírito da verdade pode conduzir à plena verdade. Por exemplo: Em Provérbios 28;20 é citado que “um coração fiel é essencial para que recebamos recompensas divinas; a verdade faz com que o Senhor cumule bênçãos sobre nós”. A verdade, aí, tem sentido de fidelidade.
Simbolicamente, fidelidade é representada com a figura de âncora. A âncora remete à estabilidade com o nosso ser entre as relações que estabelecemos. Mesmo em meio as tempestades ela é capaz e fornecer segurança, seja para os barcos ou passageiros.
Fidelidade, na Maçonaria, tem um alto significado ! Ao ser Iniciado, o neófito assume um compromisso voluntário e moral quando dos juramentos (sem sofisma, equívoco ou reserva mental) de praticar a fidelidade em sua essência. Essa fidelidade se alicerça na sua liberdade de expressão e ação, sem se desvirtuar à ideia de limite. A fidelidade está na convivência com seus semelhantes.
Há uma distinção entre a fidelidade no mundo profano (como nos referimos ao ambiente fora da Maçonaria) e a fidelidade com calor, na Sublime Ordem,.que está calcada na voluntariedade. A dignidade humana e a hombridade na postura, qualidades inatas no legítimo Maçom, estão aliadas e caminham junto à fidelidade.
O Espírito de Fidelidade é o Espírito da Verdade. O espírito que permite-nos recordar as passagens durante a Iniciação quando ficaram configurados, através dos juramentos, o cumprimento dos preceitos da Ordem. E se o espírito nos anima, a questão é como estamos sendo fiel à instituição que nos indica o caminho da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, cultivando a virtude de ser fiel ao verdadeiro Espírito da Maçonaria Universal. Ser fiel é uma virtude Maçônica revestida de atitude !
Ao seguir uma via espiritual, ou quando se é admitido numa Ordem no modo esotérico-iniciática, como é a definição da Maçonaria, é costumeiro o novo membro efetuar um juramento no ato da sua admissão, no qual está implícito um determinado compromisso. O neófito é recebido e integrado na Ordem somente depois de efetuado esse juramento.
É a mais abominável forma de egoísmo a que leva o Obreiro a negligenciar o aproveitamento do tempo, o cuidado com a comunidade, achando-se diretamente sob as vistas da entidade. Esse Obreiro, talvez, imagine que suas negligências não sejam observadas e registradas. Se estiver atento veria que a Loja o contempla e todo o seu descuido é registrado.
Por essa razão, espera-se que o Maçom reitere seu juramento com sua frequência nas sessões de sua Loja, dedicando-se de corpo e alma à prática da moral, da igualdade, da solidariedade humana, da justiça e, principalmente, da fidelidade em toda a sua plenitude.
O Maçom é taxado como sendo livre e de bons costumes e sensível ao bem e que, os ensinamentos recebidos em Loja lhe propicia o engrandecimento como ser humano atuante e culto, combatendo a ignorância. A ignorância é o vício que mais aproxima o Homem do irracional.
Dessa forma, através da fidelidade à Sublime Ordem, o Maçom deve conduzir-se com absoluta isenção e a máxima da honestidade de propósitos, coerentes com os princípios Maçônicos, para ser um Obreiro útil a serviço da Maçonaria e da Humanidade.
O Maçom tem de acreditar na sua missão sabendo que há uma diferença entre o seu comportamento, como Maçom e aquele que não é iniciado. Essa diferença nasce de pertencer à uma instituição que traz em sua bandeira a fraternidade aliada à fidelidade, onde há a busca constante de aprimoramento em suas atitudes, ações e palavras, cultivando em seu íntimo o papel de trabalhar para tornar feliz a Humanidade.
e dos seguintes grupos de estudos:
CERAT – Clube Epistolar Real Arco do Templo
GEIA – Grupo de Estudos Iniciáticos Athenas
GEMVI – Grupo de Estudos Maçônicos Verdadeiros Irmãos
Grupo Maçonaria Unida
Obras consultadas
Bayard, Jean-Pierre - A Franco-Maçonaria
Gómez, Javier Abad - Fidelidade
Houaiss, Antônio -Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa
Ludy, Eric & Ludy – Sua Perfeita Fidelidade
Sabatino, Luiz - Fidelização - A Ferramenta de Marketing
Bíblia Sagrada
Ritual de Aprendiz - GLESP
Este Salmo, assim como vários outros, têm sua autoria atribuída ao Rei Davi – Filho de Jessé, o efrateu, do clã de Perez, nasceu em Belém (1040-970 a.C.). De infância humilde, filho de camponeses, tornou-se militar, guerreiro, conquistador de terras, sendo o segundo rei sobre todo o Reino Unificado de Israel.
Pai de Salomão, figura central na Lenda Maçônica, fruto do seu casamento com Bethsaba, morre aos setenta anos de idade após reinar por sete anos como rei de Judá e trinta e três em Jerusalém como rei de todo o Israel.
No ano de 1993, após uma acidental descoberta arqueológica em Israel, provas materiais foram encontradas, comprovando a origem de “pastor de ovelhas” de Davi, bem como, seus escritos
– confirmada sua autenticidade pelo renomado Professor em Israel Avraham Biran.
E foi justamente em função de seus conhecimentos na arte de pastorear ovelhas, que Davi pode ter tido inspiração para escrever este SALMO 23, com alegorias e símbolos, justamente como nós, Maçons, gostamos.
Comecemos, assim, pelo SALMO 23 propriamente dito.
O Senhor é o meu pastor, nada me faltará.
Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas.
Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do Seu nome.
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque Tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
Preparas uma mesa perante a mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.
Certamente que a bondade e a misericórdia divina me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor por longos dias.
Passemos a dissecar referido Salmo, indo “mais além” do que consta no vídeo a seguir “Guardei a Fé”, muito embora haja outros estudos que negam a autoria de Davi.
O SENHOR é o meu pastor – RELACIONAMENTO
A relação havida entre um pastor e suas ovelhas é envolta em lealdade, tanto da ovelha em relação ao pastor, que sequer se deixa alimentar por outrem, que não seu pastor, nem obedece, nem caminha ao lado de outra pessoa. Por esta razão, sempre vemos a figura do pastor junto com uma criança, pois, na falta do pastor, talvez as ovelhas reconheçam esta criança como novo pastor. Em caso negativo, não poderá ser vendida para tosa, mas, apenas, para o abate.
Por outro lado, cada ovelha não é apenas mais uma a seu pastor, mas, sim, a única, razão pela qual, como nos ensinam as SS. EE., ele é capaz de abandonar 99 ovelhas para resgatar uma, para, depois de recuperá-la, comemorar juntamente com as demais.
Assim, esta primeira parte fale do relacionamento havido entre nós e D’us, nossa devoção, respeito e entrega.
E é assim também que o próprio Jesus, o Cristo, se apresenta, como o Bom Pastor, como se observa em JOÃO – 10:11 – “Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas”.
Nada me faltará – SUPRIMENTO
Neste aspecto, não falamos sobre ter tudo o que desejamos, mas, que não faltará o básico, não teremos privações. Eu entendo isto não apenas em questões materiais, mas, mais importante, acolhimento.
Por isso que a melhor definição para “suprimento”, na minha opinião, é “Doação, fornecimento ou entrega do necessário para que algo se realize”.
Deitar-me faz em verdes pastos - DESCANSO
Tão importante quanto o trabalho, está o descanso; não à toa, na Genesis, D’us “descansou no sétimo dia” – Genesis - 2:2 – “No sétimo dia, Deus já havia terminado a obra que determinara; nesse dia descansou de todo o trabalho que havia realizado”.
Mas, na verdade, veja que D’us “não descansou”, porque o que realmente está escrito no original é SHABAT – parou de trabalhar. E por qual razão parou ?
Primeiro, porque já havia concluído sua obra e, portanto, poderia “repousar/descansar”, como de fato repousou. Em segundo, para esclarecer que, a cada período de 07 (sete) dias, um deve ser direcionado ao descanso.
Guia-me mansamente a águas tranquilas – CUIDADO
Ali nos explica que as ovelhas sentem muito medo, por não terem qualquer forma de defesa – não possuem garras, dentes afiados, chifres para batalha e nem veneno. Com isso, tudo lhes assusta, até mesmo “águas agitadas”, onde elas preferem não se inclinar para beber. Por esta razão que D’us, com todo o cuidado possível, procura “águas tranquilas” para levar seu rebanho.
Refrigera a minha alma – CURA
É parte da cura o desejo de ser curado. – Séneca.
Entendo neste aspecto que trata-se mais de uma CURA espiritual que física, propriamente dita, até porque, fala em alma e não em corpo.
Filosoficamente falando, alma é o conjunto das atividades imanentes à vida (pensamento, afetividade, sensibilidade etc.), entendidas como manifestações de uma substância autônoma ou parcialmente autônoma em relação à materialidade do corpo.
Segundo o espiritismo, a alma é o espírito encarnado consistindo-se no princípio inteligente do Universo, ser real, circunscrito, imaterial e individual que existe no ser humano e que sobrevive ao corpo, estando sujeita à Lei do progresso, ou seja, a se aperfeiçoar por meio da reencarnação em várias encarnações progressivas até atingir a perfeição, o estágio de Espírito Puro, quando não tem mais a necessidade de reencarnar.
Ainda segundo o espiritismo, a alma, ou espírito encarnado, é ligada ao corpo por um envoltório semimaterial chamado perispírito.
Assim, a palavra refrigera pode ser substituída por cura.
Guia-me pelas veredas da justiça – DIREÇÃO
Uma obra clássica escrita em 1865 pelo escritor inglês Charles Lutwidge Dodgson, mais conhecido pelo seu pseudônimo Lewis Carroll (27/01/1982-14/01/1898), chamada “Alice no País das Maravilhas” – (Alice in Wonderland) foi ao cinema pela primeira vez em 1951, produzida pelos Estúdios Disney.
Em uma, entre tantas passagens brilhantes da obra, Alice pergunta ao Gato de Cheshire, qual o caminho a ser seguido. Ele pergunta: você sabe para onde vai ? Ela responde negativamente e, então, ele diz: tanto faz ! É com esta passagem que quero ilustrar esta passagem.
O pedido do rebanho, que somos nós, é que D’us os guie na direção correta, ou seja, nas “veredas da justiça”, no caminho do bem. Além disso, o caminho da justiça é reto, não possui desvios, nem para a esquerda, nem para a direita.
Aqui aplicamos o princípio da Física que diz que a “reta é o menor caminho entre dois pontos”.
Por amor do seu nome – PROPÓSITO
Propósito - Grande vontade de realizar ou de alcançar alguma coisa; desígnio. O que se quer alcançar; aquilo que se busca atingir; objetivo. O que se quer fazer; aquilo que se tem intenção de realizar; resolução.
Logo no primeiro mandamento da Lei de D’us temos que: “Não terás outros deuses além de mim”.
Ou, em outra tradução, mais aceita para nós:
“Amar a Deus sobre todas as coisas”.
Então, qual deve ser nosso Propósito ?
Logicamente, o “amor ao Seu nome”.
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte – PROVAÇÃO
Começamos definindo o real significado de PROVAÇÃO - Situação muito difícil ou excesso de sofrimento que testa a capacidade de superação de um indivíduo, sua fé religiosa, seus preceitos morais, suas convicções: cada um tem a provação que é capaz de superar.
Assim, não devemos temer atravessar o pior caminho, nossa pior “provação”, pois, colocando nossa fé em jogo, não seriamos atacados.
Neste momento, gosto de fechar os olhos e imaginar este tal “vale da sombra da morte”, assim como, mais para frente, imaginar a “mesa com meus inimigos”. É uma experiência interessante e nos prepara para situações adversas ao longo da vida.
Não temeria mal algum – FÉ
Ainda que a palavra que define esta passagem seja a fé, não pode estar dissociada da frase anterior, que trata justamente do tal do “vale da sombra da morte”.
E é justamente neste local, por pior que seja ele, que não teremos medo, em razão da fé que temos no Altíssimo e em sua proteção.
Não podemos ainda esquecer que a Fé é uma das Virtudes Teologais e, inclusive, a mais importante, segundo a Epístola de Paulo aos Coríntios, que encontra-se em sua íntegra ao final e que ora destaca-se o seguinte:
“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; mas o maior destes é o Amor”.
As virtudes teologais existem como complemento às virtudes cardinais e são três:
• Fé: através dela, os cristãos creem em Deus, nas suas verdades reveladas e nos ensinamentos da Igreja, visto que Deus é a própria Verdade. Pela fé, "o homem entrega-se a Deus livremente. Por isso, o crente procura conhecer e fazer a vontade de Deus, porque «a fé opera pela caridade» (Gal 5,6)".
• Esperança: por meio dela, os crentes, por ajuda da graça do Espírito Santo, esperam a vida eterna e o Reino de Deus, colocando a sua confiança perseverante nas promessas de Cristo.
• Caridade (ou amor): por meio dela, "amamos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos por amor de Deus. Jesus faz dela o mandamento novo, a plenitude da lei". Para os Católicos, a caridade é «o vínculo da perfeição» (Col 3,14), logo a mais importante e o fundamento das virtudes. O Amor é também visto como uma "dádiva de si mesmo" e "o oposto de usar".
Porque tu estás comigo - FIDELIDADE
Voltamos à história que D’us, sendo nosso Pastor e nós, como seres únicos aos Seus olhos, será fiel a nós e jamais nos abandonará. E, estando nós ao Seu lado, não há mal neste mundo que poderá nos atacar e nos derrotar.
A palavra fidelidade tem como sinônimo lealdade, ou seja, honra e honestidade. Assim, é nesta passagem que declaramos nossa lealdade ao Todo Poderoso e que nada ou ninguém nos fará trair este sentimento.
A tua vara e o teu cajado me consolam – ESPERANÇA
Já analisamos o caráter da ESPERANÇA, outra das três verdades teologais.
Aqui, vale lembrar que, embora a Fé seja, das três, a mais importante, é justamente a Esperança que não poderá acabar jamais.
“A chama da esperança jamais se apaga !”.
Nesta passagem traremos algumas considerações à vara e ao cajado, ou seja, uma vara cuja extremidade superior possui o formato de um gancho.
O que poucas pessoas sabem é que o cajado tem função tripla, onde uma parte é o cajado como um todo, a segunda, uma vara e, finalmente, desta-cando-se o gancho da vara, temos uma arma.
Com isso, a vara é utilizada batendo delicadamente na ovelha que se desvia do rebanho, fazendo com que retome a direção correta (* já falamos disto anteriormente).
O cajado, como um todo, será utilizado para resgatar uma ovelha desgarrada que, por ventura, tenha caído em um buraco ou mesmo na água.
Finalmente, o gancho, usado como arma, é usado em defesa do rebanho, contra qualquer predador, seja ele um animal ou mesmo de um ladrão.
Com isso, percebe-se que o cajado possui função protetora (usado como arma), salvadora (usado para resgatar) e, ainda, disciplinadora (usado para manter o rebanho no caminho).
Com isso, percebemos que o cajado poderá nos dar a consolação (Alívio dado à aflição, à dor de alguém; lenitivo, conforto, consolo), justamente pelo seu caráter protetor, salvador e disciplinador.
Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo - CONSAGRAÇÃO
Consagração – dedicar-se a Deus.
Pense em uma situação, onde, talvez você tenha feito algo muito errado e, por esta razão, feito inimigos.
Mas, ai, o próprio Senhor D’us prepara um banquete onde se encontram várias pessoas, dentre eles, os seus inimigos. Acontece que, como bom anfitrião e, ainda, conforme costume oriental em que o convidado é um protegido, ele “unge sua cabeça”, ou seja, ele não quer saber dos seus pecados, ele apenas quer dizer que você é Seu amigo e, agora, mais que isso, recebido no seio de Sua morada, nesta, ou em outra vida.
De fato, Davi cometeu vários deslizes, inclusive no fatídico episódio com Bethsaba, onde, após engravidá-la, conspirou para a morte de seu marido, o que o impediu de erguer um Templo dedicado a D’us – em razão do sangue que havia em suas mãos – ficando tal tarefa a cargo de seu filho e sucessor, o Rei Salomão.
Assim, o que desejava Davi era ser ungido pelo Senhor - ungir a cabeça com óleo ou ungüento era prova de consideração que o hospedeiro algumas vezes dava aos seus hóspedes (Sl 23.5 – Mt 26.7 – Lc 7.46 – Jo 11.2 – 12.3).
Acredito eu que, partindo da premissa que amigo de meu amigo é meu amigo, após sua consagração, seus inimigos passaram a ser seus amigos e ele obteve o perdão de todos.
O meu cálice transborda – ABUNDÂNCIA
Os dicionários nos ensinam tratar-se a abundância do seguinte:
Quantidade excessiva de; uma grande porção de; fartura: abundância de alimentos, de indivíduos.
[Por Extensão] Excesso do que é necessário para viver; bens em exagero; fortuna: estava vivendo na abundância.
Neste aspecto, entendo que o indivíduo já possuía o necessário para viver – Nada me faltará - mas, agora, além disso, ele deseja mais.
Ora, qual a imagem que lhe vem à mente quando se ouve esta expressão – meu cálice transborda ?
Talvez até mesmo um pouco de desperdício, porque, enquanto uns não têm nada, outros podem até mesmo “desperdiçar”, pois, não lhes fará falta.
Com isso, além do perdão obtido junto ao Senhor, ele recebe em abundância os elementos, não apenas físicos, mas, também, espirituais.
Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida – BENÇÃO
Tendo como definição “Sentimento de pesar ou de caridade despertado pela infelicidade de outrem; piedade, compaixão. Ação real demonstrada pelo sentimento de misericórdia; perdão concedido unicamente por bondade; graça”, tem uma lindíssima morfologia – pobre coração ou do latim “misericordiae”.
E é justamente isto que o indivíduo deseja, a benção, a graça e a misericórdia divinas.
E habitarei na casa do Senhor – PROMESSA
Justamente porque, após tudo que recebeu, especialmente “a graça divida”, o mínimo que ele poderia oferecer seria sua lealdade (mais uma vez, reiterando), afirmando que seguirá apenas ao Senhor D’us e a mais ninguém.
Promessa e comprometimento.
Por longos dias – ETERNIDADE
Em primeiro lugar, temos que entender o real significado de eternidade, qual seja, “Duração que não tem começo nem fim”.
Ou seja, a promessa feita anteriormente já começou a ser cumprida e assim o será por todo o sempre, sem desvios.
CONCLUSÃO
Este humilde trabalho tem por objetivo atrair maior atenção a este belíssimo Salmo, o mais conhecido e menos entendido, fazendo uma provocação aos leitores, para que possam tirar suas próprias conclusões.
Na verdade, entendo que não devemos interpretar de forma separada nenhum dos 06 versiculos que compõem o Salmo 23, mas, sempre, de forma contínua, até porque, pensar individualmente cada passagem seria negar seu sentido.
Assim, espero que seja útil e que nosso Amado Pai, a quem chamo de G.A.D.U., possa sempre nos iluminar e guardar.
Capítulo 13 da epístola que Paulo fala grandiosamente sobre o amor (em grego ágape) que, em algumas traduções, aparece com o vocábulo caridade:
“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse Amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse Amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tivesse Amor, nada disso me aproveitaria.
A Caridade é sofredora é benigna; o Amor não é invejoso, não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo Sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta. O Amor nunca falha. Havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; mas quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; mas o maior destes é o Amor.
Ir. Dennis Fiel, P. M.
A.R.L.S. Esperança, No. 181, São Paulo, G.L.E.S.P.
Membros fundadores da Aug. Resp. Benemérita Loja Minas Livre Esperança No. 606, ao Or. de Jacutinga, MG - 1898
Da esq. para a dir. aparecem os irmãos fundadores:
1- José Fernandes,
2- Carlo Felippi,
3- José Urbano,
4- Dr. Herculano (médico na cidade de Espirito Santo do Pinhal, SP),
5- Antonio Dias Barbosa,
6- Luiz do Prado, e
7- Antonio Eduardo de Carvalho.
Notas:
1- Carlo Filippi, chegou em Jacutinga em 1887. Nascimento: 06/10/1863 / Falecimento: 19/09/1931
2- José Fernandes, chegou em Jacutinga em 1890. Nascimento: 1872 / Falecimento: 1965
OFICIAIS ELEITOS EM 31 DE JULHO DE 1898
O Capitão Júlio Augusto de Mello nasceu em 26 de Fevereiro de 1866, no municipio de Silvianópolis, Minas Gerais, sangue genuinamente brasileiro, incluindo ascendência silvícola da tribo Tupi; sobrinho de Silviano Brandão, Presidente do Estado de Minas, hoje equivalente ao cargo de Governador do Estado e casado com Dona Inácia de Alvarenga Peixoto cuja ascendência está diretamente ligada ao casal Barbara Heliodora e Alvarenga Peixoto, heróis e mártires da Inconfidencia Mineira.
O irmão Capitão Júlio, assim respeitosamente tratado nesse trabalho, e Dona Inácia, tiveram 9 filhos. Dentre eles destacamos dois:
- Júlio de Mello Filho, conhecido no âmbito da família como “Julico” e que aparece na foto a seguir, maçom e membro centenária e Gr.`. Ben.`. e Gr.´. Benf.´. ARLS Amizade nº141, do oriente de São Paulo, que por várias vezes visitou a nossa Loja e por um período da sua vida de aposentado residiu em Jacutinga.
Da esq: Deusdedit Granja dos Santos (esposo da Dona Elisinha de Barros Pinheiro - Jacutinguense, prima da Dona Ione e sobrinha do Ir. Américo de Paiva Pinheiro, também um dos co-fundadores da nossa Loja), Julio de Mello Filho (Ir. Julico), Francisco Mello Siqueira Junior (filho caçula do Ir. Francisco), Dona Ione de Souza Toledo Siqueira (esposa do Ir. Francisco), Dona Mercedes (2a. esposa do Ir. Julico) e Dr. Mario de Barros Pinheiro (Jacutinguense, primo da Dona Ione, irmão da Dona Elisinha e também sobrinho do Ir. Américo de Paiva Pinheiro, um dos co-fundadores da nossa Loja)
e
- Dona Maria da Conceição Mello Siqueira, professora, escritora, poetisa e ensaísta, casada com o saudoso “Sr. Banico”, Dr. Urbano Lopes Siqueira, cirurgião dentista, político local e fazendeiro, residentes em Jacutinga.
O casal Dona Conceição e Banico por sua vez eram os pais do nosso valoroso e saudoso irmão Francisco Mello Siqueira, membro ativo da nossa Loja durante os anos em que voltou a residir na Fazenda Santa Clara, em Jacutinga, após a sua aposentadoria. O Ir. Francisco era casado com Dona Ione de Souza Toledo Siqueira, que, por sua vez, eram os pais do nosso
- Irmão Kleber de Toledo Siqueira, casado com Dona Maria Lucia Giribone Siqueira, que por sua vez são os pais do nosso Irmão Kleber de Toledo Siqueira Filho, Mestre Maçom iniciado e membro ativo da nossa Loja.
e da nossa sobrinha
- Keila de Toledo Siqueira e Silveira, casada com Luiz Carlos Silveira, que por sua vez são os pais do nosso Irmão Luiz Henrique Siqueira e Silveira, Companheiro Maçom, iniciado e membro ativo da nossa Loja.
Destaco que a memória do nosso saudoso irmão Francisco, engenheiro, escritor e fazendeiro, muito nos honra com sua jornada maçônica que atingiu uma visibilidade em nível nacional com a publicação da obra maçônica Jesus e a Moral Maçônica, o qual sempre carregou em seu coração os laços de amizade com a maçonaria jacutinguense, da qual participou ativamente.
Dessa forma as explicações genealógicas acima colaboram para situar plenamente as ligações da nossa Loja com o seu co-fundador Ir. Capitão Julio, desde a sua origem até os presentes dias, através dos seus descendentes diretos, maçons que nos honram com a sua dedicação e contribuições para o engrandecimento da nossa Loja.
O irmão Capitão Julio foi fundador do periódico “O Jacutinga” primeiro jornal de Santo Antônio de Jacutinga no ano de 1897. No ano seguinte foi membro co-fundador da nossa ARLS Capitular Minas Livre nº606 em 1898 no oriente de Santo Antônio de Jacutinga, hoje nossa querida cidade e Estância Hidromineral de Jacutinga, juntamente com outros 22 renomados irmãos.
Homem de letra e de tudo entendia, de fala fácil dominava a oratória. Em 21 de Julho de 1898, já Mestre Maçom, foi eleito a nova diretoria da loja a qual ocupou cargo de Orador, segundo pesquisas foi exaltado ao grau capitular de Cavaleiro Rosa Cruz, Gráu 18 do Rito Escocês Antigo e Aceito, juntamente com outros 11 irmãos, em agosto de 1898.
Registramos, com emoção, o fato histórico que passados 103 anos da eleição do Irmão Capitão Julio para orador da primeira administração da nossa Loja, o nosso Ir. Francisco, seu neto, ocupou esse mesmo cargo na gestão 2001/2003, sob a liderança do nosso irmão Marcelo Caponi, Venerável Mestre.
Os fundadores escolheram “Minas Livre” o sugestivo nome distintivo para a nossa oficina porque tinham em mente homenagear os heróis e mártires da Inconfidencia Mineira cujo climax ocorrera há 109 anos, em 1789, e cujos feitos serviram de alavanca para o despertar do 7 de setembro de 1822. Destacamos que o Irmão Julio de Mello era descendente direto de Alvarenga Peixoto e Barbára Heliodora, importante casal de heróis e mártires da Inconfidencia Mineira. Tal fato agrega um valor adicional às tradições da nossa Loja, que conta em sua história e em seu quadro atual de membros, com descendentes diretos desses valorosos Inconfidentes.
O Irmão Capitão Júlio exerceu o cargo de fiscal da barreira do estado (fiscalização de impostos de fronteira estadual) e arrecadador de impostos em Jacutinga, onde residiu em um sobrado da rua Júlio Brandão, próximo ao antigo Mercado Municipal, atualmente sede da Prefeitura Municipal, tendo sido proprietário de imóveis rurais e urbanos.
Na década de 1920, o Ir. Capitão Julio decidiu vender as suas propriedades em Jacutinga e transferir sua residência e domicilio para Taubaté, próspera cidade Paulista situada no Vale do Paraíba, onde comprou uma grande e bela fazenda no subdistrito de Jambeiro. Nessa nova propriedade dedicou-se a criar gado e ao cultivo do café.
Anos depois , devido a sua não adaptação à região do Vale do Paraíba, vendeu sua fazenda ao então Deputado Pe. Calazans e transferiu sua residencia para São Paulo, capital, passando a residir no bairro do Brás.
Adoentado e desalentado com os negócios finalmente decidiu voltar a residir em Jacutinga, onde veio a falecer no dia 24 de outubro de 1944, com 78 anos de idade, devido a doença cardíaca. Encontra-se sepultado no cemitério municipal da cidade.
Através dos relatos de Dona Lygia Siqueira Corradi, sua neta e irmã do nosso saudoso Ir. Francisco, sabe-se que o Ir. Capitão Julio era um homem de gênio firme, enérgico, letrado, elegante com suas vestimentas e de bom humor.
Como curiosidade, Dona Lygia relata que quando o Ir. Capitão Júlio saia de casa para frequentar as reuniões da nossa Loja, dizia à família e aos circunstantes que ia “montar no bode”, a mesma expressão que ainda eventualmente escutamos nos dias atuais para referir que se está indo à uma Loja maçônica. Tal forma de se expressar impressionava os não maçons, com um certo ar de mistério e talvez até mesmo de receio.
Nos últimos de vida, segundo depoimento da Dona Lygia, o nosso Ir. Capitão Julio comentava que os irmãos maçons pareceiam estar fadados a um triste e melancólico final de vida. Talvez, tal pensamento poderia decorrer dos infortunios que o acometeram na ultima fase da vida.
Registro que Dona Lygia, muito gentilmente acedeu ao meu convite de irmos juntos ao cemitério municipal de Jacutinga para que ela pudesse indicar-me o túmulo do Ir. Capitão Julio e confirmar as datas do seu nascimento e do seu falecimento. Tal verificação se fez necessário, uma vez que em nossa cidade a prefeitura tem registros civis de morte apenas a partir do período a partir de 1940. Antes daquele período, a função de manter tais registros era da competência da Igreja Católica Romana local. Desse modo, pude ter acesso ao local do túmulo do Ir. Capitão Júlio, que naquele campo sagrado jaz em paz.
Túmulo do Ir. Capitão Julio Augusto de Mello, no Cemitério Municipal de Jacutinga, MG. Na foto abaixo, a lápide indicando as datas de nascimento e morte do Ir. Capitão Júlio
Ir. Danilo, autor desse trabalho de pesquisa maçônica, ladeando Dona Lygia Siqueira Corradi, neta do Ir. Capitão Júlio, em recente visita à sua residencia em Jacutinga, MG
Desse modo, com muita satisfação é que, aos 119 da sua fundação, concluo que o Reconhecimento e a Gratidão pela vida e pela operosidade maçônica do nosso Irmão Capitão Júlio Augusto de Mello e de todos irmãos fundadores e aos irmãos que ao longo dessas muitas décadas por aqui passaram e dedicaram muito do seu esforço pessoal, sinto-me imensamente honrado pelo fato de que, juntamente com meus prezados irmãos, herdamos de graça como fortuna, este maravilhoso, respeitado e sagrado templo que chamamos de Loja, que tenho por obrigação de honrar, trabalhar, zelar e carregar em meu coração, um dos maiores presentes e oportunidade que o G.´.A.´.D.´.U que é DEUS me proporcionou.
Que o respeito, a fraternidade, a paz, a harmonia estejam sempre conosco e que a vaidade nunca atinja nossos corações.
“Um Tríplice e Fraternal Abraço”
Jacutinga aos 22 dias, do mês de Novembro de 2017 da E.´.V.´.
Referências bibliográficas:
1- Livro quem somos da Academia Paulistana de Letras de 1992.
2- Livro Antologia, Homenagem a Maçonaria aos 450 de desafios, ação, vitorias e glórias de São Paulo. 2004.
3- Livro Antologia III da academia paulistana de Letras 2005.
4- Blog do Irmão Francisco de Mello Siqueira.
5- Relatos da senhora Lygia Siqueira Corradi, neta do Irmão Júlio Augusto de Mello.
6- Livro- O Cabo-Maior dos Paulistas na Guerra dos Emboabas. 1961. Autor Aureliano Leite.
7- Wikipédia para pesquisar sobre a Loja do Ir. Julico.
Que vos direi Irmãos da minha Loja? Que tenho eu aprendido nela para vos transmitir? O que precisa ela de mim?
Sei que um dia, em Sessão Magna de Iniciação quando o sol já se havia escondido, marchava sobre o Pavimento Mosaico da minha Loja e nele fazia ainda um juramento solene. Fazia-o humildemente e com toda a sinceridade.
Mais tarde, com passos em esquadria, muitas outras marchas fiz, e, bem distante, longinquamente, adivinhávamos uma Luz de brilho intenso, Luz que a todo o instante nos chama, nos conclama à integração da Grande Fraternidade.
Solenemente, de pé e à ordem, vamos tomando contato e conhecendo as grandes ferramentas e começamos a admirar a nossa Loja.
Obra divina, ela nos acarinha e espera pacientemente pelo nosso eterno aperfeiçoamento; ela nos diz pela sua simbologia perfeita, austeramente, quantas mãos empunharam essas ferramentas, quantos corações, quantas mentes, quantas gotas de sangue e suor, os obreiros de todos os tempos despenderam a bem da Ordem em geral e do Quadro em Particular.
Oh! humanidade sofredora, quantas marchas tu já fizeste neste pequenino Pavimento de Mosaico, quantas construções tu já fizeste.
Tu, minha Loja, És o infinito, dás-nos as coordenadas exatas para nossa orientação. Mostras-nos as constelações que brilham intensamente mas que só se contemplam em longas noites escuras.
Que paradoxo necessário, nós sabemos que, o que é verdadeiramente belo, só se enxerga à distância, não podemos conspurcar no imediatismo, em simples assopro, esse brilho eterno da verdade.
Adverte-nos das coisas vãs no plano finito.
No plano infinito incentiva-nos á investigação e estudo das coisas de sempre, do que é divino e salutar, que é justo e perfeito, das virtudes que hão de argamassar todo este edifício social do qual o G.’.A.’.D.’.U.’. , nunca se desinteressou.
Tuas colunas eu sinto permanentemente ao meu lado, adentrando-as sempre, tentando ser também uma, situado eqüidistante , para que eu me sinta em Loja e seja ao mesmo tempo o seu prolongamento.
Eu quero transformar-me em Templo para albergar todos os homens, todos os meus Irmãos , distinguindo-os com a prática do meu Rito, a sabedoria dos meus graus, a prática dos bons costumes, a coerência íntegra entre o que se diz e o que se faz.
Oh! Santa Maçonaria, será que o fogo que desencadeias em nossos corações, não será tão puro como qualquer outro, cujas labaredas se erguem aos Céus, crepitando, purificando, no centro de um acampamento onde reine sempre a Paz e o Amor?
Não será isto filantropia? Não será a causa das causas a nossa filosofia? Não seremos progressistas?
Por que então, às vezes, ocorrem desvios que não têm nada que ver com a pluralidade, a diversidade, a verdadeira policromia que inebria?
Minha Loja, acho que estás certa!...
Eu não me conheço a mim próprio, como desejava Sócrates que os homens fizessem. Por isso não posso também conhecer muito bem o próximo.
Vamos, porém, nesta caminhada, passando a Trolha pelas paredes deste edifício, ainda com a massa fresca, eliminando alguma saliência que comprometa a estética, vamos alisar o encrespado que despertará sempre o nosso agrado.
Tão pouco tenho para te oferecer minha Loja!
Aceita-me como sou, simples, ingênuo às vezes, mas permita-me preservar o lirismo que nasceu nas veias, para poder cantar suavemente aquele melopéia que João Almada publicou no jornal “O Estado de São Paulo”, em sua edição de 11 de setembro de 1977, pelo Centenário da morte de Alexandre Herculano;
OU PEDRINHA, OU... VAI, PEDRINHA, VAI...
EI, PEDRINHA, EI... OU, PEDRINHA, OU...
VAI QUE EU TAMBÉM VOU...
Idealizado pelo M. Resp. Ir. Wagner Sandoval Barbosa, Past Grão Mestre do GOB-SC, o evento motociclístico "Abraçando o Estado de Santa Catarina" teve a sua 9ª edicao anual consecutiva realizada nesse final de semana prolongado, entre os dias 01 a 05 de Novembro de 2017.
O passeio de 2017, abrangendo uma distância de 1.800 km, que exigiram 4 noites e 5 dias de deslocamento, foi composto por um grupo de 22 irmãos e 14 cunhadas, todos afiliados ao Moto Clube Bodes do Asfalto, que atualmente conta com cerca de 8.200 membros sendo o maior moto clube do Brasil, formado exclusivamente por maçons.
Como parte desse passeio motociclístico, foi programada uma Sessão Aberta da ARLS Cavaleiros de Aço nº 4322 do GOB-SC, realizada no espaço denominado "Templo de Salomao", que reproduz um templo maçônico configurado para reuniões do R.E.A.A. a Céu Aberto, situa-se no Camping Canyon de Guartelá. Essa especial e memorável sessão foi conduzida pelo Resp. Ir. Fábian Radloff, seu Venerável Mestre, tendo sido abrilhantada pela presença das Cunhadas e de visitantes.
Por tratar-se de uma viagem de longa duração e com as Cunhadas na garupa, considerando que os alforges das motos possuem um espaço bem reduzido para bagagens e, sendo a nossa Cavaleiros de Aço uma Loja do R.E.A.A., para facilitar a logística foi permitido o uso de Balandrau ao invés do tradicional traje maconico completo.
Depois dessa memorável sessão pública a Céu aberto, o grupo seguiu viagem com destino a Chapecó, oeste do estado de Santa Catarina, para participar do Encontro dos 3 Estados do Sul, evento também patrocinado pelo Moto Clube Bodes do Asfalto e que contou com mais de 300 participantes.
De fato, foi um final de semana muito agradável onde reinou a harmonia e o amor fraternal.
Todo o percurso foi realizado dentro das melhores praticas de seguranca e disciplina no deslocamento de grupos em estradas e em longas distâncias.