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domingo, 17 de outubro de 2021

O Templo do Rei Salomão

Davi, grande rei, pretendeu construir,
Um templo para louvar ao Senhor.
Contudo, não obteve esse penhor.
Certamente porque Davi muito pecou.
Deus preferiu entregar essa missão
Ao seu filho, o sábio rei Salomão.

Salomão estabeleceu um empreendimento
De verdadeira e grande organização.
Empregou nela um batalhão.
Obreiros assim distribuídos:
No Líbano, muitos lenhadores,
Nos cedros que exalavam odores.

Nas montanhas, verdadeiro exército,
No corte de pedras, os calceteiros.
Salomão exigia dos obreiros,
Acima de tudo qualidade.
Ele primava pela perfeição.
Queria o melhor para a construção!

Para dirigir esse povo,
E organizar essas gentes,
Nomeou mais de três mil dirigentes.
Empreendimento verdadeiramente grande.
Empregava gente em profusão.
Cerca de 180 mil homens na construção.

Esse foi o Primeiro Templo
Construído ao Senhor,
Pelo rei sábio, sim senhor.
Esse templo ficou conhecido
Como Templo de Salomão,
Para louvar a Deus, em oração.

Quatrocentos anos depois,
Surge um rei arrasador,
Rei da Babilônia, Nabucodonosor.
Destruiu e saqueou o templo.
Subjugou o povo e levou-o prisioneiro.
Quarenta e oito anos durou o cativeiro.

Ciro, rei da Pérsia, subjugou a Babilônia.
O povo de Israel foi então repatriado.
Zorobabel foi por Ciro autorizado
A reconstruir o famoso templo.
Mas a reconstrução teve que parar,
O povo não quis colaborar!

Ao trono Dario I foi elevado.
O reinicio da construção autorizou.
Por decreto, o templo terminou,
No terceiro mês de “adar”,
Dezoito anos depois do povo libertado,
Por Dario, no sexto ano de seu reinado.

Conhecido como Segundo Templo,
Templo de Zorobabel é também chamado.
Sem a suntuosidade do saqueado.
Foi construído no mesmo lugar.
Menor na sua dimensão,
Sem a imponência do de Salomão!

O domínio persa terminou.
E o poder passou de mão em mão.
De vários reis, desde Salomão.
Ciro, Dario, Alexandre Magno,
Depois outros forasteiros.
Ptolomeu e Antioco III e IV, guerreiros.

Antioco IV, com a ajuda de Menelao,
Saqueou o Templo e os vasos sagrados profanou.
Matou muita gente e muitos prisioneiros contou,
Esse templo durou 370 anos.
Do Segundo Templo, a desilusão.
O Templo de Zorobabel foi ao chão!

Mas não ficou nisso, não! O Segundo Templo não foi todo arrasado.
O que permitiu que ele fosse reformado,
Por Herodes Magno, rei da Judéia.
Quarenta e seis anos levou a reforma.
Reis consideraram a reconstrução como norma.

Terceiro Templo ou Templo de Herodes.
É como ficou conhecido.
A última fase do estabelecido,
Do Templo erigido ao Senhor.
Desde o início até o fim desta última fase
Decorreram mil e quinze anos quase!

A Livro da Lei fala de um Quarto Templo
De que Ezequiel teve uma visão.
Templo ideal, espiritual, uma cosmovisão.
A simbologia da sua arquitetura
Representa um Templo sem defeito,
As aspirações do seu povo eleito!

Francisco Mello Siqueira

Fazenda Santa Clara, Maio de 2003

Jacutinga, MG



O vídeo acima reconstrói, com recursos da tecnologia gráfica digital e riqueza de detalhes, o Templo construido pelo Rei Salomão para honra e glória de Deus.
Boa visita ao Templo de Jerusalém!







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domingo, 7 de novembro de 2010

F R U S T R A Ç Ã O

Frustração é crer, amar, querer, criar, ver, lutar, intuir, afirmar, sentir ardentemente alguma coisa e não vê-la fluir, frutificar, crescer, não podê-la fruir, estimular, proporcionar, torná-la perene na vida , na ética, na bondade da terra, na vida de uns e de outros.

É ver que não a vêem, não a ouvem, não a querem ver nem ouvir ou sentir, tampouco inspiram fragrâncias da pureza matinal, não degustam do delicado néctar, essencial ao seletivo e frágil colibri, beija-flor feliz e multicolorido, não se maravilham por nada ao seu redor e à sua visão, não se extasiam ante a explosão de beleza de um arco - íris, não sentem o sopro sutil da brisa sobre a face, nem seu tacto percebe as asperezas rugosas da árvore milenária ou seus sentidos se regozijam ao contato do orvalho da manhã.

É não vê-la respeitar por quantos estão dotados dos dados para nela construir a forma e a essência do próprio, do possível e da decência.

É compreender a impossibilidade de torcer o curso ao incompreensível processo da realização da verdade que não é nossa nem única, mas da eternidade, da qual fazem parte o todo e todos sem terem sido perguntados, convidados, mas perante cuja realidade ninguém absolutamente se pode negar, fugir, mentir-se, escapar ou fingir.

É o inexorável processo evolutivo do ponto e contraponto, marcando a rota e marcha do mecanismo imponderável, incognoscível, do qual a duras penas nos recusamos a participar conscientemente.

Frustração, grande e profunda frustração, foi principalmente a de um Homem , coroado de espinhos , morto em uma cruz entre dois ladrões, também crucificados, por ter querido apenas interferir no processo redentor, com a lucidez e a profundidade da santidade reveladora:

Um Homem, que consegue dimensionar realidade e dualidade humanas, nos limites de sua fraqueza e na força moral-espiritual da Grandeza, Verdade, Vocação e Vontade Transcendente de Deus : "Pai, tudo Te é possível ! Afasta de mim este cálice, . . . mas faça-se a Tua vontade" . . .

Um Homem, cuja mensagem iniciou um processo complexo e longo de transformação da história , precisamente no período em que ela nos relata a maior mesquinhez, pequenez, sordidez e injustiça, marcando para sempre o antes e o depois. "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem".

A compreensão da incompreensível impossibilidade de torcer o curso à história do que afinal pareceria equação simples: bastaria que a sensibilidade da totalidade holística, entendimento integral dos fenômenos, presente nas potencialidades humanas, se resignasse a entender a tremenda dimensão e diferença contidas na mensagem, essência e conteúdo da vida desse excelso Homem, tão bem expressa na sua alocução na montanha algum tempo antes : "haveis ouvido que foi dito olho por olho e dente por dente, ( puro ego humano) mas um novo mandamento vos dou: AMAI-VOS UNS AOS OUTROS", ( é o ego humano novamente, bem melhor motivado) sem o que não há como santificar e sublimar construtivamente as frustrações humanas, participando eficientemente, num mundo em constante mutação, do processo evolutivo da humanidade.







Erasmo Figueira Chaves
Past-Presidente da A.P.M.L.

domingo, 25 de outubro de 2009

As Virtudes Cardeais

SabedoriaTemperançaPerseverançaJustiça




Em algumas tradições cristãs são quatro as virtudes cardeais:

Prudencia: capacidade de julgar entre ações considerando aquelas apropriadas em um determinado período.de tempo.

Justiça: adequada moderação entre o interesse próprio e os direitos e necessidades dos outros.

Temperança ou Submissão dos Sentidos: prática do auto controle, da abstenção e da moderação.

Perseverança ou Coragem: paciência, resistência e capacidade de confrontar o medo, a incerteza e a intimidação.

Estas virtudes foram inicialmente derivadas do modelo de Platão (que inclui a piedade) e adaptadas por São Ambrósio, Agostinho de Hippo e Tomás de Aquino. O termo “cardeal” vem do latim cardo ou suportes pivotados, sendo assim chamadas por serem as dobradiças sobre as quais a porta da moral se apoia e se movimenta.

As figuras acima apresentam as virtudes Cardeais como foram ilustradas no Túmulo do Papa Clemente II (papa por apenas 12 meses, falecido em 1047 e o único sepultado fora da Italia ou da França) na Catedral de Bamberg, Alemanha.

Estas virtudes podem também ter sido adquiridas da cultura judaica. No Livro da Sabedoria de Salomão, ou Livro da Sabedoria ou simplesmente Sabedoria (que é um dos livros que compõem os livros sete Livros deteuro-canônicos da Bíblia, juntamente com os Livros de Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cantares de salomão e Eclesiástico) no Capítulo 8, verso 7, se lê: “Ela (sabedoria) ensina temperança, e prudencia, e justiça e perseverança que são as coisas que os homens podem ter como as mais valiosas em suas vidas.”

Foram certamente trazidas ao Cristianismo, pois São Agostinho, discutindo a moral da igreja, assim as descreveu:

Para estas quatro virtudes (poderiam todos eles sentirem a sua influencia em suas mentes assim como eles tem os seus nomes em suas bocas!), eu não terei nenhuma hesitação em definá-las:

"que temperança é em si mesmo dar amor inteiramente para o que se ama, perseverança é o amor prontamente suportando todas as coisas para o bem do objeto amado, justiça é o amor servindo somente o objeto amado e, consequentemente, governando corretamente, prudencia é o amor distinguindo sagazmente entre o que o suporta e o que o ajuda."


Estas virtudes “cardeais” não são as mesmas que as denominadas virtudes teologais: fé, esperança e caridade (veja 1o. Corintios, Capítulo 13). Juntas elas compõem o que é conhecido como as sete virtudes cardeais, também conhecidas como virtudes celestiais.























Tumba de Sir John Hotham na Igreja de Santa Maria, South Dalton, East Riding of Yorkshire, onde se observa as imagens artísticas das virtudes cardeais suportando-o quando em vida.



A formação de um genuino maçom é um processo continuo que combina os esforços de aprender, praticar, internalizar e ensinar as sãs doutrinas que estão apresentadas em nossos rituais e preleções. Não é possível alcançar êxito nesse processo sem que tais esforços ocorram e, muito menos, sem tutores e líderes que não tenham passado pelo mesmo estreito caminho.

Entender o significado, a importância e a necessidade da prática constante das virtudes cardeais é parte dos fundamentos desse processo. Está bem no inicio dessa maravilhosa jornada e irá acompanhar o maçom pelo restante da sua vida...

Cordial e fraterno abraço,

Kleber Siqueira










Kleber Siqueira
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As Virtudes do Maçom
Dedicado aos Companheiros

Na Maçonaria, o homem Manifesta suas virtudes,
Através da firmeza de atitudes.
Maçom deve ser paradigma
Como construtor da Humanidade:
Na prática da , da Esperança e da Caridade.

Essas, apenas não bastam!
Além das teologais,
Deve praticar as naturais,
Para completar a sua marcha:
A Prudência e a Temperança,
A Justiça e a Perseverança.

Francisco Mello Siqueira
2003


(Em uma próxima postagem abordaremos as virtudes teologais).

sábado, 24 de outubro de 2009

Homenagem a Fernando Pessoa

Ao redor do sentimento

Como posso não sentir
Se tal sentir, mais o sinto
Na dimensão de autêntico sentimento,
cuja razão, muito além do meu tormento,
ultrapassa perfeito entendimento.

Pois

". . . nem sei bem se sou eu
Quem em mim sente. . ."

Ou se a sentir
Sinto o sentir de toda a gente,
Quando sinto tão profundo
E bem presente,
a sentir perfeitamente
quanto sente quem na dor,
ou no Amor,
jamais se nega
ou se mente.

Erasmo Figueira Chaves
Cabreúva, 21/9/2008
S.P. - Brasil