sábado, 23 de dezembro de 2017

Rito York Americano


Esse artigo é um esboço de um trabalho de pesquisa que pretendo desenvolver, progressivamente, ao longo dos próximos meses, com o objetivo de criar um bom entendimento a respeito da história, do desenvolvimento e da presente situação dos trabalhos maçônicos conduzidos segundo a estrutura do Ritual de York Americano (RYA), que, parece-me, ser pouco praticado na maçonaria brasileira.

O meu objetivo essencial é compartilhar a minha experiência como maçom ativo ao longo das últimas quase quatro décadas, nas quais pude vivenciar os principais sistemas maçônicos utilizados no Brasil, na Inglaterra e nos Estados Unidos.

Tendo sido iniciado, elevado, exaltado e instalado na Loja Esperança, No. 181, GLESP, minha formação maçônica inicial foi realizada segundo o sistema e a estrutura do Rito Escocês, Antigo e Aceito (REAA). Ao longo dos anos 1980 e início dos anos 1990, tive a oportunidade de vivênciar exclusivamente o REAA.

Entre o período compreendido entre 1999 e 2005, fui fraternalmente acolhido como visitante frequente da The Santo Amaro Lodge, No. 7250 e demais Lojas Maçônicas integrantes do Distrito Nordeste da América do Sul, UGLE e com sede no Estado de São Paulo. No período iniciado a partir de 2009 tornei-me também membro da Internet Lodge, No. 9659, UGLE

Finalmente, em 2012, tornei-me membro da Gray Lodge #329, que tendo sido fundada em 1870 é a segunda mais antiga Loja Maçônica da cidade de Houston, Texas, sob a jurisdição da Grande Loja do Texas (GLOT). Através da Gray Lodge #329 tive a oportunidade de vivenciar o sistema denominado "Blue Lodge" (Sistema ritualístico adotado nas Lojas Maçônicas simbólicas americanas) e, também, o sistema do RYA, objeto principal desse trabalho de pesquisa.

Sem dúvida alguma, esse será um trabalho a ser elaborado progressivamente e que exigirá a ajuda de experientes irmãos, com os quais tenho a satisfação de conviver fraternalmente.

Um aspecto importante que pretendo aprender melhor e com o maior gráu de detalhe possível é relacionado com o "como e quando" o RYA chegou ao Brasil, e como está se desenvolvendo e com quais fontes americanas se relacionam para um bom suporte ritualístico.

Parece-me que, de algum modo, possa existir a possibilidade de um conflito de nomenclatura com relação ao Rito de York adotado pelo Grande Oriente do Brasil (GOB) e o RYA. Trata-se de algo secundário, mas que vale uma menção inicial para o correto entendimento de cada um deles.

Parece-me que o Rito de York utilizado pelo GOB é basicamente o Ritual de Emulação inglês, a partir do mútuo Tratado de Reconhecimento e Amizade entre o GOB e as Grande Loja de São Paulo (GLESP) em 1999, que permitiu o reconhecimento da GLESP pela Grande Loja Unida da inglaterra (GLUI) e a seguir o mesmo se repetiu com algumas outras Grandes Lojas brasileiras, integrantes do sistema confederativo conhecido como Confederação da Maçônaria Simbólica do Brasil (CMSB).

Essas questões históricas serão também um pouco mais detalhadas em algum momento nesse trabalho de pesquisa. (clique nesse link para algumas informações registradas na Wikipédia).

É interessante notar que na Maçonaria Americana, as Lojas Maçônicas trabalham todas sob o mesmo sistema Ritualístico (floor Work), com poucas e tópicas modificações do texto e na dinâmica cênica. Em outras palavras, a formação do Mestre Maçom é comum para todos os maçons americanos, não havendo maçons simbólicos de diferentes Ritos em uma mesma Grande Loja.

Importante realçar o fato de que, por existir apenas uma Grande Loja Maçônica por Estado da Confederação, tal fato, por si só, colabora bastante para o fortalecimento do REAA e do RYA que são os dois ramos de progressão filosófica e doutrinárias, disponíveis para os trabalhos complementares aos trabalhos da maçonaria simbólica. Esse é um também um fator de grande peso para gerar uma estrutura capaz de dar um suporte técnico e financeiro adequado a ambos Ritos.

Para atingir esse ponto de amadurecimento, será requerido muito mais tempo. o primeiro passo está dado e os demais na minha agenda para 2018, ano em que minhas atividades nos diferentes corpos do RYA deverá ser intensificada.

Para mim tem sido um aprendizado impar, onde vários fatores estão envolvidos, e sem a essencial e paciente ajuda de estimados irmãos, certamente não seria possível trilhar essa jornada maçônica iniciada em 2013.

Após essas explicações introdutórias e sem mais delongas, vou diretamente ao tema, qual seja a estrutura geral comparativa entre o RYA e o REAA, conforme ilustrada na gravura a seguir:



Como sabemos, uma das condições essenciais para a caminhada maçônica na Maçonaria Regular (e o presente trabalho não pretende discutir esse aspecto sempre potencialmente polêmico) é crer em um Ente superior que denominamos como Grande Arquiteto do Universo. Para os maçons cristãos, geralmente, esse Ser superior e criador do universo e de tudo nele contido é o Deus de Israel. Desse modo, podemos considerar que o RYA é essencialmente um Rito com um pano de fundo eminentemente cristão. Entretanto, note que tal pano de fundo vale também para o REAA, mesmo que de modo mais suavizado. Vale também para as Lojas Simbólicas associadas com esses dois sistemas e, também o sistema inglês.

A partir da gravura acima podemos derivar a seguinte sequencia de Gráus Capitulares e de Gráus Crípticos, bem como as Ordens de Cavalaria que integram o programa de ensino maçônico a ser cumprida pelo maçom que pretende seguir o caminho proposto pelo RYA para a sua progressão e plena formação no entendimento das doutrinas maçônicas inerentes a esse sistema. Essa estrutura é a seguinte:

1- Capítulo do Real Arco, é o corpo que governa e ministra a primeira série de Gráus do conjunto denominado Rito York (Americano), que são os seguintes:

Gráu de Maçom da Marca

Gráu de Past Master (Virtual)

Gráu de Mais Excelente Mestre

Gráu do Real Arco

2- Conselho de Mestres Reais e Seletos, é o corpo que governa e ministra a segunda e última série de Gráus do conjunto proposto pelo RYA, que são os seguintes:

Gráu de Mestre Real

Gráu de Mestre Seleto

Desse ponto em diante, para a conclusão do sistema do RYA, as funções são assumidas pelo Comando de Cavaleiros Templários (CCT), que não ministra Gráus, mas administra e confere Ordens Maçônicas de Cavalaria aos candidatos que demonstrarem ter atingido os Gráus ministrados pelo Capítulo e pelo Conselho e que desejam seguir adiante e ingressar nas Ordens de Cavalaria.

3- Comando de Cavaleiros Templários, é o Corpo que comanda e outorga as seguintes Ordens:

Ilustre Ordem da Cruz Vermelha

Ordem de Malta

Ordem do Templo

Nesse ponto, para esclarecimento, comento o meu entendimento da utilização da palavra "Comando" ao invés de "Comanderia" para traduzir a palavra inglesa "Commandery", como segue:

Um Comando militar (por exemplo, o Comando Militar do Sudeste do Exército Brasileiro), é a sede de onde um comandante comanda a sua tropa. O CCT é comandado por um Cavaleiro templário (CT) eleito para comandar o CCT e cujo tratamento é Eminente Comandante (ET). Mas isso também é um ponto secundário de tradução entre idiomas e não atrapalha em nada o curso dos eventos maçônicos.

Assim, de modo resumido e introdutório, o RYA é composto por 3 (três) Altos Corpos Maçônicos, que ministram 6 (seis) Gráus e 3 (três) Ordens de Cavalaria.



Muito alegra, motiva e inspira o meu coração fazer parte dessa destacada e operosa estrutura maçonica, como membro ativo dos seguintes corpos sediados em Houston Texas:

Capítulo do Real Arco Washington No. 2 e do Conselho de Mestres Reais e Seletos Houston, No. 1

Comando de Cavaleiros Templários Ruthven No. 2

Ao longo da segunda quinzena de Janeiro de 2018, pretendo enriquecer um pouco mais as informações a respito desse sistema maçônico. Suas eventuais perguntas ou sugestões, por favor, envie para o email salmo133web@gmail.com que terei muito prazer em interagir com o prezado Irmão.

Por favor, se desejar, deixe também o seu comentário no Blog.

Desejo à você e sua família um Feliz Natal e um Abençoado Ano Novo!

Kleber Siqueira Kleber Siqueira
Grande Inspetor Geral, 33o.
Rito Escocês, Antigo e Aceito
Cavaleiro Templário
Rito York (Americano)


Seguem algumas fotos relacionadas com os Altos Corpos do RYA



Por favor, visite também o website do Rito Escocês Antigo e Aceito em Houston, Texas

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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Capitão Julio Augusto de Mello

Capitão Júlio Augusto de Mello



Homenagem ao Irmão Júlio Augusto de Mello Co-Fundador da ARLS Ben. Minas Livre Esperança No. 606, Grande Oriente do Brasil/Minas Gerais

Lista dos fundadores da Loja Minas Livre Esperança No. 606, ao Or. de Jacutinga, MG


O Capitão Júlio Augusto de Mello nasceu em 26 de Fevereiro de 1866, no municipio de Silvianópolis, Minas Gerais, sangue genuinamente brasileiro, incluindo ascendência silvícola da tribo Tupi; sobrinho de Silviano Brandão, Presidente do Estado de Minas, hoje equivalente ao cargo de Governador do Estado e casado com Dona Inácia de Alvarenga Peixoto cuja ascendência está diretamente ligada ao casal Barbara Heliodora e Alvarenga Peixoto, heróis e mártires da Inconfidencia Mineira.

O irmão Capitão Júlio, assim respeitosamente tratado nesse trabalho, e Dona Inácia, tiveram 9 filhos. Dentre eles destacamos dois:

- Júlio de Mello Filho, conhecido no âmbito da família como “Julico” e que aparece na foto a seguir, maçom e membro centenária e Gr.`. Ben.`. e Gr.´. Benf.´. ARLS Amizade nº141, do oriente de São Paulo, que por várias vezes visitou a nossa Loja e por um período da sua vida de aposentado residiu em Jacutinga.

Da esq: Deusdedit Granja dos Santos (esposo da Dona Elisinha de Barros Pinheiro - Jacutinguense, prima da Dona Ione e sobrinha do Ir. Américo de Paiva Pinheiro, também um dos co-fundadores da nossa Loja), Julio de Mello Filho (Ir. Julico), Francisco Mello Siqueira Junior (filho caçula do Ir. Francisco), Dona Ione de Souza Toledo Siqueira (esposa do Ir. Francisco), Dona Mercedes (2a. esposa do Ir. Julico) e Dr. Mario de Barros Pinheiro (Jacutinguense, primo da Dona Ione, irmão da Dona Elisinha e também sobrinho do Ir. Américo de Paiva Pinheiro, um dos co-fundadores da nossa Loja)


e
- Dona Maria da Conceição Mello Siqueira, professora, escritora, poetisa e ensaísta, casada com o saudoso “Sr. Banico”, Dr. Urbano Lopes Siqueira, cirurgião dentista, político local e fazendeiro, residentes em Jacutinga.

O casal Dona Conceição e Banico por sua vez eram os pais do nosso valoroso e saudoso irmão Francisco Mello Siqueira, membro ativo da nossa Loja durante os anos em que voltou a residir na Fazenda Santa Clara, em Jacutinga, após a sua aposentadoria. O Ir. Francisco era casado com Dona Ione de Souza Toledo Siqueira, que, por sua vez, eram os pais do nosso

- Irmão Kleber de Toledo Siqueira, casado com Dona Maria Lucia Giribone Siqueira, que por sua vez são os pais do nosso Irmão Kleber de Toledo Siqueira Filho, Mestre Maçom iniciado e membro ativo da nossa Loja.

e da nossa sobrinha
- Keila de Toledo Siqueira e Silveira, casada com Luiz Carlos Silveira, que por sua vez são os pais do nosso Irmão Luiz Henrique Siqueira e Silveira, Companheiro Maçom, iniciado e membro ativo da nossa Loja.

Destaco que a memória do nosso saudoso irmão Francisco, engenheiro, escritor e fazendeiro, muito nos honra com sua jornada maçônica que atingiu uma visibilidade em nível nacional com a publicação da obra maçônica Jesus e a Moral Maçônica, o qual sempre carregou em seu coração os laços de amizade com a maçonaria jacutinguense, da qual participou ativamente.

Dessa forma as explicações genealógicas acima colaboram para situar plenamente as ligações da nossa Loja com o seu co-fundador Ir. Capitão Julio, desde a sua origem até os presentes dias, através dos seus descendentes diretos, maçons que nos honram com a sua dedicação e contribuições para o engrandecimento da nossa Loja.

O irmão Capitão Julio foi fundador do periódico “O Jacutinga” primeiro jornal de Santo Antônio de Jacutinga no ano de 1897. No ano seguinte foi membro co-fundador da nossa ARLS Capitular Minas Livre nº606 em 1898 no oriente de Santo Antônio de Jacutinga, hoje nossa querida cidade e Estância Hidromineral de Jacutinga, juntamente com outros 22 renomados irmãos.

Homem de letra e de tudo entendia, de fala fácil dominava a oratória. Em 21 de Julho de 1898, já Mestre Maçom, foi eleito a nova diretoria da loja a qual ocupou cargo de Orador, segundo pesquisas foi exaltado ao grau capitular de Cavaleiro Rosa Cruz, Gráu 18 do Rito Escocês Antigo e Aceito, juntamente com outros 11 irmãos, em agosto de 1898.

Registramos, com emoção, o fato histórico que passados 103 anos da eleição do Irmão Capitão Julio para orador da primeira administração da nossa Loja, o nosso Ir. Francisco, seu neto, ocupou esse mesmo cargo na gestão 2001/2003, sob a liderança do nosso irmão Marcelo Caponi, Venerável Mestre.

Os fundadores escolheram “Minas Livre” o sugestivo nome distintivo para a nossa oficina porque tinham em mente homenagear os heróis e mártires da Inconfidencia Mineira cujo climax ocorrera há 109 anos, em 1789, e cujos feitos serviram de alavanca para o despertar do 7 de setembro de 1822. Destacamos que o Irmão Julio de Mello era descendente direto de Alvarenga Peixoto e Barbára Heliodora, importante casal de heróis e mártires da Inconfidencia Mineira. Tal fato agrega um valor adicional às tradições da nossa Loja, que conta em sua história e em seu quadro atual de membros, com descendentes diretos desses valorosos Inconfidentes.

O Irmão Capitão Júlio exerceu o cargo de fiscal da barreira do estado (fiscalização de impostos de fronteira estadual) e arrecadador de impostos em Jacutinga, onde residiu em um sobrado da rua Júlio Brandão, próximo ao antigo Mercado Municipal, atualmente sede da Prefeitura Municipal, tendo sido proprietário de imóveis rurais e urbanos.

Na década de 1920, o Ir. Capitão Julio decidiu vender as suas propriedades em Jacutinga e transferir sua residência e domicilio para Taubaté, próspera cidade Paulista situada no Vale do Paraíba, onde comprou uma grande e bela fazenda no subdistrito de Jambeiro. Nessa nova propriedade dedicou-se a criar gado e ao cultivo do café.

Anos depois , devido a sua não adaptação à região do Vale do Paraíba, vendeu sua fazenda ao então Deputado Pe. Calazans e transferiu sua residencia para São Paulo, capital, passando a residir no bairro do Brás.

Adoentado e desalentado com os negócios finalmente decidiu voltar a residir em Jacutinga, onde veio a falecer no dia 24 de outubro de 1944, com 78 anos de idade, devido a doença cardíaca. Encontra-se sepultado no cemitério municipal da cidade.

Através dos relatos de Dona Lygia Siqueira Corradi, sua neta e irmã do nosso saudoso Ir. Francisco, sabe-se que o Ir. Capitão Julio era um homem de gênio firme, enérgico, letrado, elegante com suas vestimentas e de bom humor.

Como curiosidade, Dona Lygia relata que quando o Ir. Capitão Júlio saia de casa para frequentar as reuniões da nossa Loja, dizia à família e aos circunstantes que ia “montar no bode”, a mesma expressão que ainda eventualmente escutamos nos dias atuais para referir que se está indo à uma Loja maçônica. Tal forma de se expressar impressionava os não maçons, com um certo ar de mistério e talvez até mesmo de receio.

Nos últimos de vida, segundo depoimento da Dona Lygia, o nosso Ir. Capitão Julio comentava que os irmãos maçons pareceiam estar fadados a um triste e melancólico final de vida. Talvez, tal pensamento poderia decorrer dos infortunios que o acometeram na ultima fase da vida.

Registro que Dona Lygia, muito gentilmente acedeu ao meu convite de irmos juntos ao cemitério municipal de Jacutinga para que ela pudesse indicar-me o túmulo do Ir. Capitão Julio e confirmar as datas do seu nascimento e do seu falecimento. Tal verificação se fez necessário, uma vez que em nossa cidade a prefeitura tem registros civis de morte apenas a partir do período a partir de 1940. Antes daquele período, a função de manter tais registros era da competência da Igreja Católica Romana local. Desse modo, pude ter acesso ao local do túmulo do Ir. Capitão Júlio, que naquele campo sagrado jaz em paz.

Túmulo do Ir. Capitão Julio Augusto de Mello, no Cemitério Municipal de Jacutinga, MG. Na foto abaixo, a lápide indicando as datas de nascimento e morte do Ir. Capitão Júlio



Ir. Danilo, autor desse trabalho de pesquisa maçônica, ladeando Dona Lygia Siqueira Corradi, neta do Ir. Capitão Júlio, em recente visita à sua residencia em Jacutinga, MG


Desse modo, com muita satisfação é que, aos 119 da sua fundação, concluo que o Reconhecimento e a Gratidão pela vida e pela operosidade maçônica do nosso Irmão Capitão Júlio Augusto de Mello e de todos irmãos fundadores e aos irmãos que ao longo dessas muitas décadas por aqui passaram e dedicaram muito do seu esforço pessoal, sinto-me imensamente honrado pelo fato de que, juntamente com meus prezados irmãos, herdamos de graça como fortuna, este maravilhoso, respeitado e sagrado templo que chamamos de Loja, que tenho por obrigação de honrar, trabalhar, zelar e carregar em meu coração, um dos maiores presentes e oportunidade que o G.´.A.´.D.´.U que é DEUS me proporcionou.

Que o respeito, a fraternidade, a paz, a harmonia estejam sempre conosco e que a vaidade nunca atinja nossos corações. “Um Tríplice e Fraternal Abraço”

Jacutinga aos 22 dias, do mês de Novembro de 2017 da E.´.V.´.





Ir. Danilo Flávio Ozório, M.M., 2º Vigilante, gestão 2017/2019


Referências bibliográficas:
1- Livro quem somos da Academia Paulistana de Letras de 1992.
2- Livro Antologia, Homenagem a Maçonaria aos 450 de desafios, ação, vitorias e glórias de São Paulo. 2004.
3- Livro Antologia III da academia paulistana de Letras 2005.
4- Blog do Irmão Francisco de Mello Siqueira.
5- Relatos da senhora Lygia Siqueira Corradi, neta do Irmão Júlio Augusto de Mello.
6- Livro- O Cabo-Maior dos Paulistas na Guerra dos Emboabas. 1961. Autor Aureliano Leite.
7- Wikipédia para pesquisar sobre a Loja do Ir. Julico.

domingo, 5 de novembro de 2017

A MINHA LOJA




A MINHA LOJA

Que vos direi Irmãos da minha Loja? Que tenho eu aprendido nela para vos transmitir? O que precisa ela de mim?

Sei que um dia, em Sessão Magna de Iniciação quando o sol já se havia escondido, marchava sobre o Pavimento Mosaico da minha Loja e nele fazia ainda um juramento solene. Fazia-o humildemente e com toda a sinceridade.

Mais tarde, com passos em esquadria, muitas outras marchas fiz, e, bem distante, longinquamente, adivinhávamos uma Luz de brilho intenso, Luz que a todo o instante nos chama, nos conclama à integração da Grande Fraternidade.

Solenemente, de pé e à ordem, vamos tomando contato e conhecendo as grandes ferramentas e começamos a admirar a nossa Loja.

Obra divina, ela nos acarinha e espera pacientemente pelo nosso eterno aperfeiçoamento; ela nos diz pela sua simbologia perfeita, austeramente, quantas mãos empunharam essas ferramentas, quantos corações, quantas mentes, quantas gotas de sangue e suor, os obreiros de todos os tempos despenderam a bem da Ordem em geral e do Quadro em Particular.

Oh! humanidade sofredora, quantas marchas tu já fizeste neste pequenino Pavimento de Mosaico, quantas construções tu já fizeste.

Tu, minha Loja, És o infinito, dás-nos as coordenadas exatas para nossa orientação. Mostras-nos as constelações que brilham intensamente mas que só se contemplam em longas noites escuras.

Que paradoxo necessário, nós sabemos que, o que é verdadeiramente belo, só se enxerga à distância, não podemos conspurcar no imediatismo, em simples assopro, esse brilho eterno da verdade. Adverte-nos das coisas vãs no plano finito.

No plano infinito incentiva-nos á investigação e estudo das coisas de sempre, do que é divino e salutar, que é justo e perfeito, das virtudes que hão de argamassar todo este edifício social do qual o G.’.A.’.D.’.U.’. , nunca se desinteressou.

Tuas colunas eu sinto permanentemente ao meu lado, adentrando-as sempre, tentando ser também uma, situado eqüidistante , para que eu me sinta em Loja e seja ao mesmo tempo o seu prolongamento.

Eu quero transformar-me em Templo para albergar todos os homens, todos os meus Irmãos , distinguindo-os com a prática do meu Rito, a sabedoria dos meus graus, a prática dos bons costumes, a coerência íntegra entre o que se diz e o que se faz.

Oh! Santa Maçonaria, será que o fogo que desencadeias em nossos corações, não será tão puro como qualquer outro, cujas labaredas se erguem aos Céus, crepitando, purificando, no centro de um acampamento onde reine sempre a Paz e o Amor?

Não será isto filantropia? Não será a causa das causas a nossa filosofia? Não seremos progressistas? Por que então, às vezes, ocorrem desvios que não têm nada que ver com a pluralidade, a diversidade, a verdadeira policromia que inebria?

Minha Loja, acho que estás certa!...

Eu não me conheço a mim próprio, como desejava Sócrates que os homens fizessem. Por isso não posso também conhecer muito bem o próximo.

Vamos, porém, nesta caminhada, passando a Trolha pelas paredes deste edifício, ainda com a massa fresca, eliminando alguma saliência que comprometa a estética, vamos alisar o encrespado que despertará sempre o nosso agrado.

Tão pouco tenho para te oferecer minha Loja!

Aceita-me como sou, simples, ingênuo às vezes, mas permita-me preservar o lirismo que nasceu nas veias, para poder cantar suavemente aquele melopéia que João Almada publicou no jornal “O Estado de São Paulo”, em sua edição de 11 de setembro de 1977, pelo Centenário da morte de Alexandre Herculano;

OU PEDRINHA, OU... VAI, PEDRINHA, VAI... EI, PEDRINHA, EI... OU, PEDRINHA, OU... VAI QUE EU TAMBÉM VOU...

Bodes do Asfalto - Santa Catarina




Idealizado pelo M. Resp. Ir. Wagner Sandoval Barbosa, Past Grão Mestre do GOB-SC, o evento motociclístico "Abraçando o Estado de Santa Catarina" teve a sua 9ª edicao anual consecutiva realizada nesse final de semana prolongado, entre os dias 01 a 05 de Novembro de 2017.

O passeio de 2017, abrangendo uma distância de 1.800 km, que exigiram 4 noites e 5 dias de deslocamento, foi composto por um grupo de 22 irmãos e 14 cunhadas, todos afiliados ao Moto Clube Bodes do Asfalto, que atualmente conta com cerca de 8.200 membros sendo o maior moto clube do Brasil, formado exclusivamente por maçons.

Como parte desse passeio motociclístico, foi programada uma Sessão Aberta da ARLS Cavaleiros de Aço nº 4322 do GOB-SC, realizada no espaço denominado "Templo de Salomao", que reproduz um templo maçônico configurado para reuniões do R.E.A.A. a Céu Aberto, situa-se no Camping Canyon de Guartelá. Essa especial e memorável sessão foi conduzida pelo Resp. Ir. Fábian Radloff, seu Venerável Mestre, tendo sido abrilhantada pela presença das Cunhadas e de visitantes.









Por tratar-se de uma viagem de longa duração e com as Cunhadas na garupa, considerando que os alforges das motos possuem um espaço bem reduzido para bagagens e, sendo a nossa Cavaleiros de Aço uma Loja do R.E.A.A., para facilitar a logística foi permitido o uso de Balandrau ao invés do tradicional traje maconico completo.



Depois dessa memorável sessão pública a Céu aberto, o grupo seguiu viagem com destino a Chapecó, oeste do estado de Santa Catarina, para participar do Encontro dos 3 Estados do Sul, evento também patrocinado pelo Moto Clube Bodes do Asfalto e que contou com mais de 300 participantes.

De fato, foi um final de semana muito agradável onde reinou a harmonia e o amor fraternal.





Todo o percurso foi realizado dentro das melhores praticas de seguranca e disciplina no deslocamento de grupos em estradas e em longas distâncias.

Os Irmãos interessados em participar do Moto Clube Bodes do Asfalto são muito bem vindos!

Fraternalmente,

Ir. Wagner Sandoval Barbosa, PGM, GOBSC



quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Mary's Chapel Lodge No. 1 - Edinburgh

A visit to Mary's Chapel Lodge No. 1
All pictures and videos on this post has been provided by courtesy of W. Bro. Rubison Olivo, my fellow brother member of the Internet Lodge No. 9659, UGLE.


Through Bro. Olivo's eyes and camera you can see some delightful and unforgettable moments after the Lodge floor work. The table's Lodge is a continuation of the floor meeting and brings enjoyment and allows fellowship while in a nice Masonic environment.

These formal and charming dinners with toasts, short salutation speeches and replies may have also some nice surprises like the talented Brother that performs a song for the presents. Such a kind of environment has its magical effect over the presents and is really a nice and unique Masonic experience to be lived by us, Freemasons.

Looking to the pictures and videos shared by Bro. Olivo, from that unforgetable night at Mary's Chapel Lodge No. 1, it made me feel like to be back in Sao Paulo visiting my dear Brothers from the Santo Amaro Lodge No. 7550, UGLE. I am really longing since I left Sao Paulo to have the opportunity to some day visit them again. I wish you may like and comment this post. Enjoy it!























That's all Folks!

Thank you for watching. Please leave your comments if you wish to do so.

Bro. Kleber Siqueira

domingo, 8 de outubro de 2017

Ecclesiastes 12



Ecclesiastes 12 - A Biblical Perspective of the Master Mason Degree

Written by Bro. Kleber Siqueira
Published by the South Carolina Masonic Research Society (SCMRS) "Transactions 2001"

The basic text of The Master Mason Degree is a true warning concerning the importance of God’s presence in governing our life since early age. Obviously, such warning should be considered in an in-depth manner, seeking to understand its true role within our personal, family, professional, and social lives.

So, by analyzing the dimension of life (in a wide visualization of our material and spiritual existence), many times we delude ourselves when thinking about the principles that sustain our plans for life and especially our priorities regarding our relationship with God.

For each age range, our vision of the future life tends to be limited by powerful barriers, created mainly by a self-autonomy illusion and problem solving capacity sensation, which are natural human feelings. These feelings make us be more long-lasting (not thinking of death as an unavoidable fact that can occur at anytime) and feel more powerful than we truly are (for example, the false idea that technology can extend our lives forever.)

This self-sufficient human behavior can easily be seen in sporting events, the scholastic goals students achieve in school, romantic and sexual conquests, and in the constant striving for economic, financial, and political power. It is noteworthy that our preoccupation with all spiritual things (concerning God and salvation) is secondary for individuals.

In other words, human beings think, most of the time, in a purely material way in which humans are in control and capable of attaining everything as if they were “gods” and forgetting of our relatively weak position within our proper transient condition.

The different steps which the individuals pass by as they become more mature and understanding the comprehension of our own mortality is not necessarily age related. This means that, despite growing older in age, this will not necessarily be like an eye blind (vision of the life) removed (totally or partially). On the other hand, young people are often too young to think about the truly fragile nature of their existence.

Man, through his natural shortcomings (according to what is taught in the Book of Law- The Holy Bible), is permanently in a state of separation from God (in other words, in a state of not conforming with His Word), and such a situation results (if not corrected) on the loss of eternal life and salvation (immortality of your soul in the presence of God).

Facing the magnitude of such a reality, it seems true and acceptable to think that the main priority of the human being should be the establishment of his relationship with God, considering in a very serious manner, that the time available is short (only his lifetime) and will unpredictably end.

In this process of separation of God and escape from the existence problem, human beings tend, many times, to rationalize life and death, and, fatally, with no basis on the Word of God, feel an extreme emptiness.’

This existence issue is the central theme of the opening verses of Master Mason Degree and all the story told in the book of Ecclesiastes, in which the author (possibly King Solomon, a.k.a. “The Preacher”) questions himself and experiences many sensations and situations that could justify human life from a totally materialistic and humanistic point of view (or natural) without the interference and the presence of God as the Supreme God of everything (divine and supernatural).

This materialistic thought that makes man believe he has enough competence and self-sufficiency to satisfactorily solve, by himself, the mystery of his own afterlife (such as developing theories and beliefs based on successive character reincarnation, which would lead him to a “perfect state”) is contrary to the Word of God as described in the Book of the Law.

During the Book of Ecclesiastes exposition, the existence issue is thoroughly analyzed and “the Preacher” (King Solomon) finalizes his book stating that this quest (by man’s own means, without God’s interference) is nothing more than a big illusion, a huge foolishness and he strongly advises:

13 Let us hear the conclusion of the whole matter: Fear God, and keep his commandments: for this is the whole duty of man. 14 For God shall bring every work into judgment, with every secret thing, whether it be good, or whether it be evil.


Consequently, having adopted an important reference from the Holy Book of Ecclesiastes, masonry gives us (before hand) a vision of the uselessness and emptiness of a life without God, in such a way that allows us to open a gate (small and painful, but one that can save) to get out of this prison, which many times cannot even be overcome, that man maintains (and even perfects it), separating him from the Eternity with God.

Therefore, in synthesis, the message that is presented to us as a background of Master Mason Degree in its Bible opening, is the following:

The mason (as well as every human being) must know, accept and practice the Word of God, according to what is written in the Book of The Law (The Holy Bible), specially when dealing with issues concerning vanity and the transience of our lives

The mason (like all human beings) must know, accept, and practice the Word of God, as it is written in the Book of the Law.

The importance of the Book of Ecclesiastes (which can be summarized as “the beginning of the life of man without God”) is so enormous that the concatenation between the Hiram legend (which discusses the transitory condition of man and the immortality of his soul) and the Bible passage amazes us.

Some topics that the Book of Ecclesiastes presents to our reflection and consolidation of the basic doctrine of the Master Mason Degree, are:

• life is an illusion
• there’s a right time for everything
• we should not make sudden promises
• the value of a good reputation
• those who fear God are happier
• wisdom is better than weapons of war
• generosity is rewarded
• remember your Creator

Reflecting upon these themes, the Master Mason can better understand the depth and sentiment in which the Master Mason Degree was elaborated and proposed as a basis for the formation of a renewed man, that is, reborn from death to eternal life and acknowledged of the truths which can make this happen efficiently.

The Points of F. (a.k.a. Points of P. in the Scottish Rite) indicate, briefly, these truths that must guide the action of able masons, that in:

1- Insoluble union among masons - Social unity
2- All masons deal with the same concepts - Mindset unity
3- All masons worship the same God - Faith unity
4- All masons ought to help each other - Fraternal unity
5- All masons must have in their hearts the same virtues and the same fraternal feelings - Moral unity.

With these strong foundations, masons can entrepreneur, in a lasting manner, a fraternal and equal society, and they can also rescue their relationship with God (that is, permanent glorification of God and assurance of his soul’s immortality).

Constructed beautifully, with a knowledgeable conception, and with a powerful efficacy, the Bible book selected for the Master Mason Degree, globally analyzed, or particularly analyzed, brings together the experience and evaluation of man seeking for himself and for answers to the existential issues, done by the one (King Solomon) who had the best conditions to do so (his power was unique – read his story in 1st. Kings).

Finally, we can say that (paraphrasing in a simple way the experiences of “the Preacher”):

“We are constantly trying to fill the painful emptiness of our life…science and art, literature and poetry, industry and commerce, sports and politics, parties and banquets, passions and romantic adventures…. And all these things give us, for some time and only some time, a good sensation of softness, peace, meaning, happiness…

But we will all know (sooner or later) that no man ever found true peace and lasting happiness in any of these wonderful adventures…for there will always be annoying questions such as:

• Is life only about smiling?
• What is the true meaning of my entire existence?

Just this eternal dissatisfaction of our being is more than enough to show us that life is much more than having fun, realizing dreams…

There is a kind of hunger and thirst in our hearts that no pleasure can satisfy. There must be someone, a fixed point, independent from the oscillation of life. This center can only be immaterial, being that everything in the universe is interchangeable, inconstant, and uncertain…This fixed point has to be spiritual, eternal, divine…”

This fixed point is GOD, The Supreme Architect of the Universe.

Remarks:
1- To learn more about the Preacher’s life: Book of Ecclesiastes / The Holy Bible.
2- Bibliography:
• Manual of The Master Mason Degree – M.W.G.L of Sao Paulo, Brazil. – 1st. edition - 1988
• The Holy Bible - Vida Nova Publishing House, Brazil - 1993’s edition
• Biblical Dictionary - Vida Nova Publishing House, Brazil - 1991’s edition

Final note: Your comments and thoughts on this article are welcome. Please click on the link to contact the author: Kleber Siqueira

domingo, 16 de novembro de 2014

A BATALHA DE HATTIN


To read a paper in English, please click on the link below:
The Horns of Hattin

A Batalha de Hattin (também conhecida como "Os chifres de Hattin" por causa de um vulcão extinto, com o mesmo nome, situado nas próximidades) ocorreu em 4 de julho de 1187 entre o Reinado Cruzado de Jerusalem e as forças da dinastia de Ayyubid.
Os exércitos mulçumanos sob Saladin capturaram ou mataram a vasta maioria das forças Cruzadas, removendo a capacidade deles de suatentar a guerra.
Em decorrencia direta da batalha, as forças Islamicas uma vez mais se tornaram a pode militar eminente na Terra Santa, reconquistando Jerusalem e diversas outras cidades sob o controle dos Cruzados.
Essa derrota dos Cristãos ativou a Terceira Cruzada, que começou dois anos depois da batalha de Hattin.

Esse é um trabalho de pesquisa que esta em desenvolvimento e que receberá revisões ao longo das próximas semanas. Abaixo seguem antecipdamente algumas ilustrações.































Colaborações serão muito bem vindas e poderão ser enviadas diretamente para o meu email.



Fraterno e cordial abraço.

Kleber Siqueira